Prólogo e 1º capítulo de ‘O último tiro da Guanabara’

Prólogo – 11 de novembro de 1955


Cada tiro de canhão disparado provocava no ouvido um zunido ainda mais forte, quase como se houvesse um enxame de abelhas dentro dele. Mais uma vez, o chão tremia, as pessoas arregalavam os olhos e ele se agachava como que por instinto, apesar de não poder ver onde o inimigo estava na Baía de Guanabara.


Suava frio, enquanto se esgueirava pelas paredes do Forte de Copacabana, que fora construído por cima de uma pedra, de modo que as tripulações dos navios só podiam ver os canhões e a sólida arquitetura. O ambiente todo era fechado e sem luz natural, o que lhe causava náuseas por não saber qual era a situação no mar ou se o navio de guerra, alvo dos disparos, já havia sido atingido. Quando enfim alcançou a entrada, o único pátio iluminado pelo dia, respirou aliviado. Esperou o momento perfeito para sair correndo, seguir pela rua que beirava o mar e continuar com seu impulso desesperado de sumir até estar bem longe da segunda entrada, na praça Coronel Eugênio Franco. Colocou um pé para fora. Talvez não fosse o momento mais propício para sair, mas era bom o suficiente. De repente uma mão pousou com força em seu ombro e uma voz cortante questionou: — Aonde pensa que vai? Reconhecia aquele tom e não era preciso sequer olhar para trás a fim de descobrir quem falava. Virou-se cabisbaixo e retornou às luzes artificiais. — Estava apenas checando a situação por aqui, senhor. — Você deseja mesmo sair, certo? — gritou o superior.

Olhando para baixo, o rapaz não lhe disse nada. — Pois bem… — O tenente amenizou o tom. Tirou uma carta de dentro do uniforme, colocou-a no campo de visão do homem e completou: — Está vendo este endereço, soldado? Ele encarou o envelope sem entender, e seu superior continuou: — Quero que corra o mais rápido possível até este endereço, peça para falar com o responsável e entregue o envelope pessoalmente a ele. Fechado, tem de estar fechado. Acha que é capaz de fazer isso? — Sim, senhor! No segundo seguinte, o rapaz atravessou a primeira entrada do forte. Correu por toda a extensão da área militar e voou pelas ruas, longe do mar, do Cruzador e de seus canhões. Não acreditava na sorte que teve. Corria pela vida, não pela carta. Porém, a adrenalina era tanta que, mesmo não podendo ver mais o oceano, continuou com as pernas em chamas até o endereço indicado. Só pôde sentir o quanto havia exigido de seu corpo quando estagnou em frente ao endereço indicado e bateu palmas. — O que deseja? — Um mordomo veio atendê-lo com um semblante de desgosto. — Ordens do Forte de Copacabana. Preciso entregar esta carta ao dono da casa — falou quase sem fôlego. — Devo fazê-lo pessoalmente. O empregado estreitou os olhos e fechou a porta de modo brusco, fazendo o soldado dar um passo para trás. Por garantia, tocou a campainha. Havia sido honrado por alguma espécie de graça divina e iria retribuir entregando a maldita carta. Esperou um bom tempo até voltarem a atendê-lo. — Meu senhor pediu que entre. — disse o mordomo. Ainda arfava quando começou a subir a enorme escadaria, atrás do empregado. Ao avançar o último degrau, notou que uma pessoa caminhava até ele. — O que é isso? — O dono da mansão questionou, enquanto pegava a carta. Imediatamente rasgou o envelope para ter acesso ao conteúdo. Parecia tentar controlar seu nervoso, mas leu as palavras escritas com rapidez. Logo amassou a carta e a devolveu entre os dedos com um movimento do braço, dando um leve tapa na barriga do soldado. — Saia daqui agora! O rapaz assentiu. Sua tarefa estava terminada. O empregado, quieto, tratou de levá-lo até a saída e, de novo, bateu a porta sem avisar. Dando de ombros, o soldado parou de apertar o papel em seu punho fechado. Só então, resolveu dar asas à curiosidade e desdobrá-lo. Leu seu conteúdo na mesma velocidade que o destinatário: “Senhor, devido à falta de interesse o amanhã foi cancelado”.

Manhã e almoço de 07 de novembro de 1955


Sentado na cama, olhava para a pequena janela e percebia que quase não podia mais notar os vestígios da cidade de Santos. Sentia o frescor que vinha do mar, e via, à sua maneira, uma imensidão de céu e água. Quando virou-se para o pequeno quarto, tudo ficou preto. Não conseguiria dizer qual era a cor das paredes, do armário ou da pequena mesa, mas sabia que à esquerda da cama estavam seus sapatos, que o lençol era de algodão e que o colchão tinha um leve declínio na parte do meio. Caso levantasse e andasse em linha reta, demoraria três passos médios para chegar à parede. Era um quarto pequeno, no entanto devia ter sido caro, e isso o enchia de curiosidade. Desejava ter mais pistas de quem havia solicitado seus serviços, mas teria que descobrir com o tempo. Segurava uma carta que não via nem podia ler. O papel era um pouco mais rígido e grosso que o sulfite, porém mais macio e fino que cartolina. Deveria ser do tipo vergê, importado, muito usado por artistas e, recentemente, também em convites. Mais um sinal de que quem lhe convidara tinha dinheiro e queria causar uma boa impressão. Soube do conteúdo assim que o envelope chegou. O carteiro leu o texto quando ele ainda estava em São Paulo, dias antes de embarcar rumo ao Rio de Janeiro. Costumava brincar que se um cego poderia se virar bem, um cego amaldiçoado se viraria ainda melhor. Tudo não passava de padrões, como as ondas do rádio, o zunido das abelhas, o sol tocando seu rosto. No caso dele, podia ver tudo o que fosse vivo. Sua barriga roncou e embora não pudesse saber as horas exatas, tinha certeza de que estava perto do almoço. Da cama, alcançou um objeto redondo pregado na parede e apertou o meio dele. O som da campainha ecoou e ele esperou algum tempo, mas ninguém veio. Resolveu ignorar a possível ajuda, colocou os sapatos e levantou-se. Munido de sua bengala de madeira, abriu a porta para aventurar-se pelo navio: com certeza havia mais pessoas com fome indo em direção à comida e seria fácil reconhecê-las. Todo ser humano, assim como todos os seres, tem uma cor predominante que corre em torno da pele, de modo que não podia ver os detalhes de uma pessoa, apenas seu contorno, ao qual ele se referia como aura. Porém, existem sempre outras cores saindo da pele, junto com símbolos, que mudam de acordo com a situação. Todas essas informações sobem para o topo da cabeça, juntam-se ao que já estava lá, em uma espécie de nuvem, que representa o futuro. Assim, analisando o conjunto, chegava em resultados que lhe diziam o que precisava saber, como o caminho para calar o estômago. Enquanto se enveredava pelos corredores, uma mulher bateu na porta de seu quarto. — Chamou, senhor? — falou por trás da madeira. Não houve resposta. No corredor, a camareira olhou ao redor e balbuciou, como se falasse com o nada: — Por que será que não responde? Será que não escutou? Uma voz diferente, mais firme e também feminina, respondeu-lhe em tom baixo, como um fantasma: — Ele não é surdo, é cego. Bata de novo, se ele não responder é bem capaz que tenha ido sozinho. — Não seja irônica comigo, Cecília — A camareira revirou os olhos. — Este era seu serviço. Não entendo por que não pode deixar que o sr. Monteiro a perceba. Quando disseram que deveria ajudar esse homem hoje, você quase subiu pelas paredes. — Não fale assim tão alto! Você me deve um favor — sussurrou Cecília. A camareira fechou a mão e, com os nós dos dedos, bateu com mais força na porta. — Sr. Isaías Monteiro? Nada. Aliviada, Cecília saiu detrás de uma porta para o corredor. — Está tudo bem, ele foi sozinho. — Não está tudo bem, ele é cego e este navio é enorme. Vai se perder, com certeza — retesou-se Joana. — Talvez seja melhor procurá-lo. — Como iremos procurá-lo se nem sabemos ao certo para onde ele foi? O homem vai encontrar o caminho, garanto. — Já percebi que você não vai me contar seu problema com esse cego — falou a amiga, em tom magoado. — É uma longa história, agora esqueça isso. O importante é ele não me ver. — Ver? Cecília, o homem é cego! — Ver no sentido de me perceber, Joana. Entende? Agora, preciso ir. Joana estranhou, porque nunca vira Cecília tão amedrontada. Deu de ombros e resolveu deixar o homem à mercê da sorte. Mas Isaías pouco contava com a sorte, àquela altura já sabia que o restaurante ficava a dois corredores dali, dobrando à direita. Caminhava seguro usando a bengala e seguia os desejos de saciedade das pessoas, que por sua vez seguiam as placas nas quais se podia ler “restaurante” ou qualquer variação da mesma palavra em inglês e francês. Gostava dos ambientes cheios, pois neles podia perceber os lugares vazios com mais facilidade. Além disso, a multidão oferecia um espetáculo aos olhos. Os diversos símbolos e cores das pessoas formavam uma tela curiosa, parecida com as de Jackson Pollock. Caminhando em ritmo lento, tentou achar um espaço vazio onde deveria existir uma mesa em que pudesse almoçar. Com sua bengala, tateando o ambiente, sentou-se e aguardou até que avistasse um garçom. Chamou-o e este, sem perceber que o outro era cego, disse os pratos do dia. Para Isaías, quanto menos as pessoas soubessem, melhor. Obviamente a cegueira não podia ser escondida por muito tempo, e este seu problema de nascença o obrigava a se afastar das pessoas. Eram poucos os que consideravam a ideia de ter a companhia de um cego ou de se tornar amigo de alguém que conseguia ver pensamentos e prever atitudes. Já para ele, tornava-se terrível fingir que não havia notado nada, ignorar que não havia visto o amor surgindo ou o que se desejava dizer em momentos de ódio. Era mais fácil ser só. Ninguém deveria ter o direito de saber tanto; perceber os sentimentos do outro com mais clareza do que a própria pessoa, saber se algo daria certo ou errado; notar a morte surgindo. Sentiu um arrepio, mas não ficou imerso nos pensamentos por muito tempo, porque logo o prato farto de macarrão chegou. Em outro canto, Cecília andava cautelosa pelo navio, não o suficiente para desviar de seu supervisor. — Até que enfim! Onde estava? —perguntou Manuel, com aquele típico sotaque português. — Limpando as escadas, senhor. — Ora, me poupe, mocinha, você odeia estar perto do mar. Seja lá o que estava fazendo, agora preciso de você na cozinha. Venha comigo. Ir para a cozinha exigia passar pelo local onde as pessoas comiam, então Cecília pensou em mil desculpas para não ter que andar por ali. Nenhuma convenceria o chefe, de modo que resolveu apelar ao otimismo e torcer para que o cego não estivesse lá. Assim que entrou no restaurante, reconheceu o homem de costas. “Não o encare”, pensou, “ande rápido e de cabeça baixa”. Estava colocando o plano em ação, se escondendo atrás de Manuel, quando um barulho seco ecoou pelo ambiente. No chão, perto dali, um copo jazia estilhaçado. Não conseguiu deixar de levantar o rosto para verificar se Isaías havia sido atraído pelo barulho. E lá estava ele, com o corpo virado para a direção dela. Cecília abaixou os olhos arregalados. Do outro lado do restaurante, o cego avistou aquela forma feminina que na mesma hora lhe soou familiar. Seu semblante tomou um aspecto de dúvida. Percebeu os símbolos e as cores, até um estalo ser dado em seu cérebro, da mesma forma como ocorre quando alguém que enxerga encontra uma pessoa após muito tempo. Ao reconhecê-la, pôs-se de pé. A mulher, sem nem ao menos olhar uma vez em seus olhos, caminhou para longe daquele encontro às cegas. Compreendeu na mesma hora que Cecília não desejava encontrá-lo, mas bateu com a bengala no chão, em um ritmo frenético, para segui-la. Mesmo pensando que lhe devia uma explicação, a moça fugia como se estivesse se esquivando de um inimigo. Ouviu-o chamá-la algumas vezes com voz lamuriosa e, de súbito, sentiu o coração apertar-se. Enquanto o cego não sabia de sua presença, não havia mal. Agora aquele jogo tornara-se ridículo, então ela parou e deu meia-volta. Quando a avistou, os olhos dele exibiram um brilho distinto por alguns segundos. Como Cecília mudara! Todas aquelas novas cores e símbolos, sua silhueta de mulher e a nuvem em cima da cabeça, que ele se recusou a observar por muito tempo. Olhar o futuro criava laços, mesmo que mínimos, e ele não desejava saber, muito menos se conectar a ela de novo. Cecília sorriu, cruzando os braços em seguida. Sua boca estava prestes a se mover para sibilar a palavra “desculpe”, quando Isaías tocou em seu ombro e, daquele contato, observou inúmeros símbolos saindo da pele dela. As informações valsavam em uma harmonia caótica, então ele teve de piscar diante do show de cores que lhe irritavam os olhos. Provavelmente outras cores e símbolos saíam dele também, mas não os podia ver, apenas um leve tom azulado que sempre percorria seu corpo. — É bom revê-la — comentou sério, retirando a mão do ombro da mulher. — Também acho — disse ela, fixando os olhos nos dele, embora soubesse que Isaías não poderia notar isso. — No entanto, não queria me encontrar. — Não tenho mais tanta certeza quanto a isso. — Na verdade, sei que mudou de opinião, algo que pouco adianta saber se você mesma ainda não percebeu. — Vejo que continua o mesmo — Cecília colocou o braço pelo vão entre o tronco dele e o cotovelo. — Vou acompanhá-lo até seu quarto. Não quero que se perca — disse de modo irônico. Isaías franziu as sobrancelhas ao perceber o que ela havia feito na hora do almoço, se esquivando dele desde o começo da manhã. Toda a informação estava saindo da pele, como uma confissão às avessas. — Por que está trabalhando em um lugar como esse? Achei que… — Ele deu outra olhada breve para a nuvem de futuro dela. — Fiquei um pouco traumatizada, mas já superei o medo de água. Os dois se conheciam desde crianças, moravam numa cidade pequena do interior de São Paulo. Cresceram como melhores amigos. Como as crianças, no geral, não aguentam guardar segredo por muito tempo, Isaías logo contou a ela sobre o “problema” que tinha. Naquele tempo, ele chamava assim. Em cada época da vida, uma nova palavra surgia para definir o modo diferente como via o mundo. No começo, ele pouco entendia. Eram apenas cores, símbolos, nuvens e chuvas. Os pais dele nunca o incentivaram a investigar mais a fundo sobre aquele fenômeno, também evitavam levá-lo ao médico para não levantarem rumores. Segundo os oftalmologistas, Isaías estava com um “problema de outro tipo”, pois “criança não mente, a menos que esteja louca”. Assim, foi preciso uma amizade como a de Cecília para encarar tudo com normalidade e instigar a observação. Foi ela quem lhe provocou a vontade de tentar entender, porque apreciava a ideia de ter uma nova maneira de se comunicar que não pudesse ser compreendida pelos adultos. E era o que Isaías fornecia; um mundo inteiro, uma língua só deles. Pelo mesmo motivo, esse era um segredo que a menina seria incapaz de contar. Foi Cecília quem deduziu que Isaías tinha a capacidade de ver o lago, cheio de vida dentro da água, e a nuvem de futuro no céu, com informações que saíam dos seres vivos e subiam até ela. Não demorou muito para perceberem que, nos seres humanos, os símbolos e as cores eram uma linguagem que sempre se repetia e que, portanto, seria fácil identificar caso eles atribuíssem às informações determinados números. Através desses números, era possível fazer contas e obter resultados padronizados de acordo com a situação. Pensamentos de raiva, tristeza, felicidade e amor passaram logo a ser identificados. Na época, não havia maldade. Quando queria contar algo em segredo, bastava Cecília falar uma equação determinada para que Isaías pudesse entendê-la. No começo, as contas eram simples, mas conforme cresciam e o mundo ficava mais complexo, as equações também aumentavam, tomando diversas proporções. No entanto, os laços começaram a se romper quando Isaías percebeu que o pai dela sofreria um acidente grave. Inocente, tentou avisá-lo. O homem, então, proibiu a filha de ver aquele “menino estranho”. Cecília, por outro lado, só se preocupava em saber se haveria uma forma de evitar o acidente. Isaías não sabia responder, ainda não conseguia decifrar os detalhes, muito menos saber se seria capaz de evitar. Uma semana depois, o pai de Cecília perdeu o movimento das pernas ao montar num cavalo ainda não treinado. O cego foi visitá-lo, mas foi expulso com amargura. O menino, então com catorze anos, chorou por dias. Sabia que não era sua culpa, mas o pai de Cecília o tratava como responsável pelo acidente. Por conta disso, ficou meses sem poder encontrar a garota. Dentro de casa, passou a estudar muito. Além do campo das ciências, buscava respostas também em religiões diversas. Qualquer coisa que pudesse ajudá-lo. Passado o trauma, Cecília teve mais liberdade para sair de casa. Estava crescida e não poderia mais ser tão controlada pelo pai. Nessa época, ela e Isaías voltaram a se ver depois do colégio. Ele a acompanhava até a esquina de casa e contava sobre as novas descobertas que havia feito. No entanto, ela não mais o ajudava a descobrir sobre os símbolos e cores. Ao contar sobre como um livro determinado tinha uma visão diferente em relação ao futuro, Cecília apenas sorria preocupada. Aos quinze anos, notou que a moça estava apaixonada por outro amigo. Questionou-a e isso a enfureceu. Ela queria privacidade sobre sua vida amorosa. Isaías percebia que ela desejava se afastar, mas fingia que não notava e ficava mais calado, de modo que diminuiu a amizade com ela e a estreitou com os próprios pais. Começou a contar para eles tudo o que descobria sobre aquele seu “mistério”, como chamava naquela fase. Sua mãe tinha paciência com ele, mas não queria tentar entender. Chamava aquilo de “dom” e afirmava que não há como explicar um “dom de Deus”. *** — Então… — Cecília quebrou o silêncio, fazendo Isaías retornar ao presente. — Faz muito tempo que saiu da cidade? — Alguns anos — ele engoliu em seco, sem continuar a conversa. — Nunca lhe agradeci pelo que fez por mim. Sinto muito ter ido embora daquele jeito — disse ela, e estremeceu sentindo um enorme peso escorregar para fora de seus ombros. Isaías já sabia que aquele pedido de desculpas chegaria naquele momento, mesmo assim foi bom escutá-lo. Prever algo não é o mesmo que vivenciá-lo. — Como está seu pai? — indagou. — Ficou em uma cidade do interior, com os irmãos. E os seus? — Morreram. — Nossa, sinto muito! — Faz tempo — Isaías respondeu de forma tranquila. — Então, como você chama aquilo agora? — disse ela, buscando entrar no assunto com delicadeza. — Minha fonte de renda.


SINOPSE DO LIVRO:


Em novembro de 1955, Juscelino Kubitschek havia ganhado as eleições para a presidência do Brasil e a oposição não media esforços para impedir que ele e seu vice, João Goulart, assumissem no ano seguinte. Em meio à possibilidade de um golpe, o vidente cego Isaías Monteiro é contratado para ajudar. O que ele não imaginava é que acabaria reencontrando Cecília Gomes, uma antiga amiga de infância que guarda também um terrível futuro. Empenhado em tentar ajudá-la, Isaías se vê obrigado a lidar com as próprias limitações ao mesmo tempo em que tenta evitar uma possível ditadura no país, instaurada pelas mãos do então presidente Carlos Luz. O desfecho desse dramático e esquecido episódio da história brasileira termina com O último tiro da Guanabara. | CLIQUE AQUI PARA COMPRAR O LIVRO FÍSICO | CLIQUE AQUI PARA COMPRAR NO KINDLE

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